segunda-feira, 6 de abril de 2009

Puxa Vida!

Este final de semana foi daqueles!!! Apesar de esperar algo muito marcante para mim e minha igreja nos dias 4 e 5 de abril, o que de fato ocorreu foi algo muito mais profundo do que eu poderia imaginar.

A empatia, quase que imediata, entre nossos convidados e minha igreja foi ao mesmo tempo inesperada e deliciosa. Como já disse, Stênio e Silvestre estão para mim como Roberto e Erasmo estão para meu pai, portanto esperar esta relação entre nós seria algo razoável, mas o que ocorreu foi muito mais amplo, foi com toda a comunidade. A ponto de, em sua segunda apresentação (domingo pela manhã), eu não conseguir encontrar sentido em fazer uma chamada formal para o palco, os chamei como chamo Luizete, nosso Ministro de louvor, estranho né?

Até o momento de mandar as crianças para a escolinha foi especial. O reverendo, para adiantar as coisas, não quis fazer a tradicional oração pelas crianças antes de despedi-las, então Selma, como se fosse uma diaconisa de alguns anos da ICA, fez exatamente o que fazemos todos os domingos.

O balanço de tudo foi que, além das músicas preciosas, aprendemos muito mais. Aprendemos que a igreja de Jesus é muito mais do que pensamos, é muito mais completa e complexa. Puxa vida! Foi um final de semana daqueles! Muito Obrigado meu Senhor!!!

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Bicho, muitas emoções!

Semana passada eu disse a mim mesmo: a semana que vem será daquelas! Isto porque no sábado eu e minha igreja receberemos a visita de Stênio Marcius, de sua esposa Selma e de Silvestre Kulhmann. Stênio, em particular, e alguém muito importante para mim, suas canções fazem parte de minha "formação" como cristão da mesma forma que as aulas de análise do Bruno Scárdua fazem parte de minha formação acadêmica como matemático, são de fato muito importantes para mim.

O sentimento que tenho em recebê-los em minha igreja é algo que certamente se compara ao sentimento que meu pai teria ao receber Roberto, Vanderléia e Erasmo para tomar um café em sua casa ou o sentimento que meu cunhado Paulo teria em bater uma bolinha com Zico e Júnior. Considerando estas coisas é natural imaginar uma semana com muitas emoções.

Mas o que Deus tinha preparado para mim era algo muito mais profundo que uma simples tietagem, esta semana de fato prometia muito mais. Senti, agora a pouco, algo totalmente diferente do que eu esperava e ainda mais forte do que eu imaginava, ouvi da boca de um enfermeiro: "Positivo!". Isso mesmo Daiane está grávida! Seis semanas e um dia, de acordo com a ultrassonografia. Não sei como essa maquina mede este tipo de coisa, mas sei que quando nós brincávamos no Carnaval que teríamos gestações simultâneas, Dai, Fernanda e minha irmã (tentamos até colocar Nair nessa, mas ela pulou fora) em 2011 ele(a) já estava lá!

Não dá para explicar o que senti, mas prometo que escreverei sobre a emoção de sentir o bebê se mexendo pela primeira vez, de notar a barriga de Dadai crescendo, da expectativa do parto, do nascimento, das coisas banais de criança e assim por diante. (quem sabe até do casamento!)

Desde já peço a meu Senhor para que cuide desta criança e torne meu filho(a) em alguém temente a Deus e que seja útil no seu Reino. Amém!!!

P.S. Não é brincadeira de primeiro de abril.

segunda-feira, 30 de março de 2009

Convite - Tanto para Dizer

Nós aqui da ICA preparamos um convite bem bonito para entregar a nossos irmãos para que conviem algum amigo para o Tanto para Dizer. Como nossa grana só deu para imprimir 102 convites vou coloca-los aqui para que todo mudo possa copiar, guardar e mandar para quem quiser. Só um esclarecimento, 102 não é um número místico da sorte, fizemos este número por questões técnicas, coisas de gráfica.


quarta-feira, 25 de março de 2009

Tanto para Dizer

segunda-feira, 23 de março de 2009

Dê a preferência

Me matriculei em uma auto escola. Notei que frequentar as aulas teóricas é um excelente exercício prático de paciência. A salinha apertada, o livrinho fininho, todo colorido, com ilustrações feiosas e com diagramação "caseira", os colegas com suas colocações e brincadeiras, os banners exibindo placas e símbolos pendurados nas minúsculas paredes e os vídeos "educativos" que são exibidos quando o professor já não tem mais o que falar ajudam a formar um cenário bizarro e intrigante. Não que eu ache totalmente desnecessárias estas aulas, mas a forma que são realizadas, em quantidade e em conteúdo, fazem-me sentir "de castigo" e não sendo instruído em algo. Estou encarando tudo isso como um ritual de passagem, que mesmo sem entender o porque destas coisas, tenho passar por todas elas. Ainda não falei do mais incomodo: temos que escanear nossos dedos periodicamente. Tentem imaginar a situação, no meio da aula todos os alunos são obrigados a sair da minúscula sala para colocar o dedo numa maquininha, que parece um mouse de cabeça para baixo, para depois voltar para o martírio. Que fase! Estou ansioso para acabar logo minhas aulas teóricas e passar para as práticas, que devem ser mais interessantes, mas já fiquei sabendo que a droga da maquininha leitora de dedo só vai me deixar em paz quando eu for aprovado em todas as provas, o que deve demorar ainda uns meses.

É interessante como vejo a estrada diferente agora, as placas que nunca dei atenção são agora o "passa-tempo da viagem". Vejo as de regulamentação, as de advertência os pictogramas. O chato é que sempre aparecem as mesmas, aquela diversidade do livrinho colorido não está nas estradas em que eu passo, nem aquela com um veadinho saltando que causou tantos comentários na aula é fácil de ver. Claro que se não aparecem é porque não são necessárias, isso é que eu espero, vai que o 1001 bate em um veado!

A placa mais interessante para mim é aquela triangular sem nada escrito ou desenhado, esta diz ao motorista que ele não tem a preferência. Sou um caroneiro profissional, dezenas de amigos, colegas e conhecidos já me deram carona e é difícil ver algum motorista aceitar a dura realidade que a estrada não é dele, que existem muitos outros que têm o mesmo direito a pista. É estranho, até o mais pacato fica indignado quando alguém faz uma bobagem a frente e cinco minutos depois, por algum motivo faz a mesma coisa, é xingado por outro motorista e não se acha errado. Estranho, mas somos assim. Como disse, a placa "dê a preferência" é muito interessante, ela nos manda ir contra o nosso natural, pois quando eu comprar meu carro a estrada será minha!

Estou escrevendo estas coisas pois ontem ouvi algo muito importante da boca do Reverendo: "o Reino de Deus deve ser a principal razão de nossa vida". As situações que nos tentam dominar devem ser colocadas em seu devido lugar, meu trabalho, meu lazer até meu descanso devem ser submissos ao serviço ao Rei dos Reis. Quando ouvi isso imediatamente pensei em uma Bíblia com uma placa "dê a preferência" na capa. Parece tolice, mas disso depende nossas almas.

Devo entender que da mesma forma que todo mundo acha que é proprietário do sistema viário, temos também a falsa impressão que podemos fazer o que quisermos com nossas vidas. Nossa vida não é de fato nossa, é do nosso salvador, que a comprou e nos deu para que, como mordomos, sirvamos no Reino de Deus.

Nossa principal atividade deve ser honrar e servir a Deus. Se eu pudesse faria uma placa de regulamentação com esta mensagem e espalharia por todas estradas do mundo, pena que eu não posso.

Alguém se arrisca a imaginar e dizer como poderia ser esta santa placa?

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Meditando Dia e Noite

Confesso que algumas coisas relacionadas a Bíblia, por mais simples que possam parecer, ainda me deixam em dúvida, até mesmo um pouco confuso.

Ontem eu voltei a trabalhar. Fui a Cabo Frio para uma reunião, e como de costume, fiquei algumas horas sentado na poltrona do ônibus na ida e na volta. Na volta me incomodei um pouco com a situação, não havia nenhum livro para ler, meu ipod estava sem bateria e o banco era desconfortável demais para um cochilo. Resolvi então meditar na Lei do Senhor.

Iniciei meditando no trecho onde Deus instrui a Josué Meditar no Livro da Lei dia e noite.

Não deixe de falar as palavras deste Livro da Lei e de meditar nelas de dia e de noite, para que você cumpra fielmente tudo o que nele está escrito. Só então os seus caminhos prosperarão e você será bem-sucedido.
Josué 1:8

Então logo veio a dúvida: o que significa exatamente, na prática, meditar dia e noite em algo? A primeira vista parece algo sobrehumano, como manter a mente sempre cativa a um único tema?

Antes de escrever estas coisas, agora a pouco, fiz uma pesquisa google com a chave "medita dia e noite" para ver o que outros blogueiros pensam sobre isso (também vi no yahoo respostas), como não sou muito paciente não olhei muitos, mas o que percebi e que o se pensa sobre isso é que meditar no Livro da Lei dia e noite significa estudar diligentemente a Bíblia, um blogueiro até sugeriu, para os pouco experientes, começar com um dos evangelhos.

Penso, ou melhor, pensei ontem no ônibus, que a questão é um pouco mais ampla. O termo "dia e noite" pode para alguns sugerir fazer algo em dois períodos, um diurno e outro noturno. Se esta interpretação estiver correta (acho um pouco difícil), os retiros que fazíamos eram exatamente de acordo com este mandamento divino, tínhamos um culto matutino e outro noturnos, todos os dias.

Meditar dia e noite em algo me parece significar meditar continuamente, acho que esta é a interpretação correta. Mas aí surge outro problema, imaginem um artesão fazendo seu trabalho extremamente complexo, cheio de detalhes que exige, do mesmo, concentração total. Será que devemos incriminar este artista por este pecado de deixar de meditar na Lei em quanto trabalha? Acho isso um pouco estapafúrdio. Pouco?

Como concluir então esta meditação sobre a meditação? Só me parece restar uma alternativa, Deus estava dizendo a Josué, e também a mim (e a todos nós): Josué, considere minha Lei em todos os momentos de sua vida, na paz, na guerra, nas questões de sua vida particular, nas questões do povo, em todos os seus relacionamentos, em tudo tenha a minha lei em seus pensamentos para cumpri-la de maneira exemplar!

Para cumprir este mandamento divino nosso herói deveria conhecer com excelência toda a Lei de Deus. Porque para nós seria diferente? Dediquemo-nos em conhecer a lei do Senhor, afim de meditar nela dia e noite.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Estrada de Damasco

Ontem assisti o filme "Ensaio Sobre a Cegueira". Adaptado do livro escrito pelo premiado escritor português Jose Saramago e dirigido pelo brasileiro Fernando Meirelles. Achei que valia a pena comentar este filme, isso porque não consegui parar de pensar nas coisas que vi e senti ontem. Não li o livro, na verdade nunca li um livro sequer do Saramago (ontem percebi o que eu estava perdendo), logo não estou apto a fazer um comentário com muita propriedade, mas posso sim falar do que senti ao assistir a adaptação de um fragmento da obra deste, agora admirado por mim, autor.

Algo que me chamou a atenção foi como o caos foi descrito. Em outros filmes de catástrofes, por mais que a situação seja impossível de ser resolvida, dependendo de uma ação heróica/milagrosa do protagonista, quase sempre temos pessoas formulando planos para a solução do problema, seja o governo norte americano (quase sempre com "ar" de governo da humanidade) ou civis comuns, sempre existem pessoas tentando resolver a apocalíptica questão. Nesta história toda a humanidade é totalmente impotente, nenhum "Will Smith" ou "Tom Cruise" seria capaz de sequer ter esperança para pensar em uma solução para a questão. Nada poderia ser feito, a "epidemia" era totalmente misteriosa até mesmo para os maiores especialistas e em breve alcançaria a todos.

Mais uma vez me percebi com um sentimento que sempre vem quando vejo filmes ou leio histórias onde pessoas vivem situações extremas, desumanas, ficam no limite. O estranho é que este sentimento não me parece fantasioso, como estas histórias são. Parece que todo conforto que tenho, caso me seja tirado, poderá amplamente me transformar, a segurança que sinto, se me for arrancada, parece que tem o poder de mudar meus valores. Sinto que meu estilo de vida, civilizado, gentil, em uma situação extrema pode em um instante não fazer o menor sentido.



Quando um filme com está temática acaba, o sentimento, que realmente deixa a trama muito mais atraente, vai embora da mesma forma repentina que chega. Por algum motivo, esta história, como uma droga mais forte, me causou uma "onda" mais duradoura, a ponto de me acompanhar até minha cama e me tirar alguns minutos de sono. Acho que isso está associado a uma cena onde um padre compara a cegueira, que havia alcançado quase toda a humanidade, a cegueira de Saulo na Estrada de Damasco. Não sei se esta cena tem todo o significado que imagino, como não li o romance e não sei como pensa Saramago, nada posso afirmar sobre as intenções do autor simplesmente vendo a cena, que sinistramente mostrava as esculturas e pinturas dos "santos" vendadas. Mas tudo começou a fazer sentido para mim, mesmo que não seja exatamente esta a intenção do autor.

Uma forte mensagem do filme é que quando estamos fragilizados o sentimento de comprometimento mútuo aflora. Os personagens dependiam uns dos outros de uma maneira quase que humilhante, eram de fato dependentes, sozinhos qualquer um, exeto a mocinha, que era a única com o dom da visão, morreria rapidamente. Neste ambiente desenvolvem-se relacionamento de maneira muito mais profunda, amizades nascem sem preconceitos, o afeto é, aparentemente, mais puro e verdadeiro. A cegueira trouxe, aos mocinhos do filme, algo relevante e precioso.

Mas a cena do padre comparando a situação relatada no filme com o que ocorreu com Paulo realmente não sai da minha mente. A forma como Jesus tratou Saulo e o transformou no Apóstolo Paulo foi realmente peculiar. A transformação de um obstinado e violento opositor em um dos mais brilhantes aliados foi um evento marcante na história do cristianismo e me faz pensar como fragilizar pode ser o primeiro passo para transformar.

Palavras de José Saramago, na apresentação pública do seu romance Ensaio sobre a Cegueira.


"Este é um livro francamente terrível com o qual eu quero que o leitor sofra tanto como eu sofri ao escrevê-lo. Nele se descreve uma longa tortura. É um livro brutal e violento e é simultaneamente uma das experiências mais dolorosas da minha vida. São 300 páginas de constante aflição. Através da escrita, tentei dizer que não somos bons e que é preciso que tenhamos coragem para reconhecer isso."


Entender esta mensagem não é importante apenas para nosso desenvolvimento como seres humanos, como poderia propor Saramago, disto depende nossas almas! Reconhecer nossos pecados é o primeiro passo para receber a Graça Transformadora do Altíssimo.